A responsabilidade social da Igreja não é uma opção, mas uma expressão natural do evangelho que ela proclama. A Bíblia nos revela que o cuidado com os necessitados, a promoção da justiça e o amor ao próximo são partes centrais da missão do povo de Deus no mundo.
Desde o Antigo Testamento, Deus demonstra Sua preocupação com os pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros. Em Deuteronômio 15:11, Ele ordena:
“Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, eu te ordeno: abre a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra.”
No Novo Testamento, Jesus encarnou a compaixão divina ao se aproximar dos marginalizados. Ele declarou, em Mateus 25:40:
“Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”
Essa passagem revela que servir ao próximo é servir ao próprio Cristo.
A igreja primitiva entendeu esse princípio. Em Atos 2:45, os cristãos vendiam suas propriedades e bens, e os repartiam “segundo a necessidade de cada um.” O evangelho era vivido em comunidade e refletia em ações concretas de cuidado mútuo.
Tiago também nos exorta quanto à fé prática:
“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições…” (Tiago 1:27).
Portanto, a responsabilidade social da Igreja é parte integral do seu testemunho. Evangelizar sem se importar com as necessidades físicas e sociais do próximo é um evangelho incompleto. Como corpo de Cristo, somos chamados a ser luz no mundo (Mateus 5:14-16), refletindo o caráter de Deus através de ações que transformam vidas e restauram a dignidade humana.
A Igreja que vive o evangelho integral compreende que anunciar a salvação em Cristo inclui também promover justiça, repartir o pão, acolher o estrangeiro e defender o oprimido. A responsabilidade social da Igreja é um testemunho vivo do amor de Deus em ação.
“Aprendei a fazer o bem; buscai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.” (Isaías 1:17)
🕊 Que sejamos uma Igreja que proclama e vive o amor de Cristo de forma prática, sendo sal e luz onde há dor, injustiça e abandono.












